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Na falta de fermento acético na cavida gastrointestinal, tudo aquilo que poderia ser repelido pelo odor desagradavel que de mim era exalado, preferi abrir os olhos e ver, através das camadas que todos temos, sobrepostas por pesadas doses daquilo que enfraquece o homem que já se encontra de joelhos, sem esperanças.
De joelhos pedimos perdão a Deus, Deus ao qual que eu imaginava quando criança ser um senhor caucasiano, preconceito este imposto pela sociedade sem instrução, sem amor. Deus este que quis perguntar, daquilo que ele não me falou, daquilo que não conheço e que nignuém me explicou, daquilo que sinto e comprovo a cada dia, na fé.
Da fé, esta que confia, que ama, que espera. Fé esta que torna tudo uma consequencia do amor, amor este que acredita, cuida, se renova a cada dia, como a brisa que nos toca a face, que nunca são as mesmas, sempre trazendo os mais diversos sentimentos, em dias de dualidades expressas tão explicitamente.
Lembrando de amor, sigo meus pensamentos e me encontro novamente com Deus, Deus que está em todo lugar, mas nem sempre o sinto, é sempre mais cômodo seguir o caminho mais fácil, é sempre mais fácil fugir dele, é sempre mais fácil fugir de nós, adocicando os lábios com o fel amargo, aquilo que o estomago rejeita e o sangue transporta até as sinapses cerebrais. Estas que cada vez mais ficam mais demoradas nos levam aos mais imundos sentimentos, nostalgicos, martirizantes, deprimentes.
Encontrando-me neste estado vejo alguém ao lado, alguém que não vê, alguém que não quer ver, alguém que foge. Mas ao outro lado (lado este que não vemos, por falta de criatividade e até mesmo de amor proprio) encontro um outro alguém, alguém este que há muito tempo em meu peito havia um espaço aberto, lugar que é preenchido aos poucos, com a sinceridade, a cumplicidade. Novamente me encontro com Deus.
A passos tropegos eu sigo meu caminho, choro, grito, calo, levanto.
Não mais tenho o que aqui falar, aqueles que tiverem olhos para ver, não falo apenas enxergar, falo ver, ver que não depende de um pedido de ajuda, mas depende da atenção, da compreensão, do amor. Que vejam, a alma humana despida, alma esta minha, da imortalidade do espírito.
Para finalizar, colocarei aqui uns versos, indiscretos, singelos, singulares.
Saudades de todos, até daqueles que não me lembro, até daqueles que ainda não conheci. Um abraço.
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Os olhos umbralinos que da face branca choram
Dores passadas, presentes, que de tristezas adornam
A alma triste e fraca que do meu lado se acomoda
A criança que se cala, enquanto ainda sofre o abondono
Nesses momentos de falta da lucidez
Minhas mãos de nada se alimentam
De nada se preenchem, do vazio que aumenta
Na melancolia de embriaguez
As águas da praia não me tocam
De medo eu me afasto, me aproximo de um colo
De amor eu revisto o sentimento inato
Do homem, a fé, que a todos consolam, mesmo os desconsolados