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Amor é um sentimento efêmero?

Pelo dicionário globo,

Amor, s.m. Afeição profunda de uma pessoa a outra de sexo diferente; objeto dessa afeição; conjunto de fenômenos cerebrais e afetivos que constituem o instinto sexual; grande amizade; afeição a coisas: amor ao dinheiro; sensualidade; cópula; ambição; culto, veneração; compaixão; caridade; amor platônico: intensa afeição entre pessoas que sexo diferente, desligada de interesses ou gozos materiais.

Efêmero, adj. Que dura um só dia, de curta duração; transitório; passageiro.

Por muito me esquecia do dicionário, tão dito popularmente como “pai dos burros”. Porém hoje prefiro ser desprovida de qualquer tipo de inteligência lingüística e gramatical, do que a perder a minha idealização e vivência sobre o amor.

Julguei um indivíduo por propagar a efemeridade do amor, pois talvez ele não tenha passado por essas sinapses, estes estímulos contínuos cerebrais, gerando a taquicardia e quem sabe a asfixia. Mas hoje não o julgo como causa e sim como efeito. Conseqüência de uma carência das palavras para traduzir o mais nobre sentimentos que o homem teve contanto, antes mesmo da razão, antes mesmo das datas, dos números e  lógicas. O homem primeiro sentiu Deus, depois, e até hoje, ainda vive, essas tentativas perdidas direcionadas a explicação de Deus “inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”.

Como se pode dizer que o amor é uma cópula? São veiculados quase que diariamente as idéias sobre o sexo sem amor. Sexo é instinto, amor é supremo. Como se pode dizer que ao amar, torna-se objeto? Desde quando o homem é ser abiótico? Se quando amamos sentimos uma vida mais completa e repleta. Como se pode dizer que o amor é um sentimento digno só de sexos diferentes, não posso amar a minha mãe, seio, com o  ventre que a mim gerou e me alimentou, até hoje com o seu amor?

Não o creio que os tão mais sábios não sabem o que é amar. Como alguém tem a prepotência de caracterizar um sentimento e nem é fiel a tal?

Vulgarizem-se então a leituras machadianas, romancistas, tornam-se banais tudo o que foi sentido e julgado, pois já não vale mais o que é amar, se o amor é resumido a “cópula” então os animais de todos os outros filos e classes amam e nada mais nos diferencia, pois amar já é algo banal.

O amor é pelo menos imortal, ainda não me acho capaz de torna-lo eterno, mas ao menos imortal. A paixão sim é efêmera e é justamente ela que move o sentimento sobre o meio material, não o amor. A paixão é o sentimento mais mesquinho que se pode sentir, a paixão é que promove as guerras, as discórdias, o fanatismo, o apego. Não o amor. Caso seja assim, acho que minhas conversas com Deus ao dormir, pedindo paz, pedindo que ilumine o próximo, que me ajude a ser melhor foram em vão, pois o que seriam senão o amor?

Se o amor é isso, então liberem estes hormônios presos as glândulas e soltem ao rubro do sangue. Liberem sua ira, matem o próximo, façam promiscuidades e seus atos os levarão a Deus. Não é o amor que nos guia rumo ao Pai?

Joguem ao vento os ensinamentos cristãos e esqueçam de “amar uns aos outros”, pois Jesus, filho de Deus, irmão que nos governa, errou, ele não amou seus irmãos de existência, porque amor é efêmero, e o sentimento de Jesus é eterno.

Aqui não lanço as palavras sem um misto de indignação e vontade de a tudo esclarecer com o pouco que me resta, apenas as palavras e os sentimentos, aqui coloco uma resposta à aqueles que a tudo se perguntam e a nada te respondam, pois não sou detentora da Verdade superior, mas sei que o amor que sinto não é este que pelo mundo a fora se propagam. Acho que não sou daqui...

 



- Postado por: Estela às 13h45
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Um dia de chuva, um dia de sol

"Só que este ano o verão acabou, cedo demais..."

É mais ou menos assim que estou me sentindo, no final da tarde sempre fica um pouco mais frio e quase durante todo o dia estou bem, feliz, mas não sei escolher o que é melhor pra mim.

Alguém lá na frente está sabendo de tanta coisa, sempre haverá alguém que estudará mais do que eu, que saberá mais do que eu sobre um assunto, que será mais bonito, mais feliz, mais confiante ou quem sabe tudo isso junto? E como vou saber que alguém me amará, sendo eu ainda tão "pequena"? Não sou tão bonita, não sou a mais inteligente, não sou a mais confiante, não sei dançar tão bem eu apenas sou eu. Amo mutio todos os meus amigos, amo muito a minha família, amo pessoas especiais que estiveram  e estão comigo (amo você...)

Fiz um poema, ele não quer dizer tudo, não falará sobre tudo, algumas coisas podem ser relevadas, outras no entetanto são ficcionais. Um forte abraço a todos, agradeço todo o carinho, mas é que ultimamente tenho falado muito disso: me sinto uma sardinha no oceano (péssimo eu sei... mas é assim msm...hehe). Ah! Queria fazer uma música desse poema, porém como todos sabem o que sei é praticamente nada de violão.

Abaixo dos meus pés o asfalto negro domina

A noite é um silêncio e aquele velho medo ainda dormita

Meu coração bate tão rápido, ainda vejo você partir

Lembro daquele dia na nossa casa, doce bem – te –vi

Apareceu pela manhã, mal conseguia voar

Suas asas maltratadas me lembravam do meu coração de além mar

Você saiu e me deixou, num silêncio sem igual

Você saiu e esqueceu, a sua roupa no varal

Que não estava molhada, quando você vai voltar?

Não me deixe esperando até tarde, já coloquei a mesa do jantar

E há dois pratos na mesa, a sopa já vai esfriar

Quando é que você não mais me quis

Quando foi que fui tão ruim para ficar junto de ti

Quem machuca esquece, mas e o ferido magoado que não

Esqueceu, porque agora você sabe quando dói

Porém não sei se ainda te dói, o que nada me aconteceu

Ainda não sei se você se lembra do dia que tanto sofri

Do dia que me enojei de seus lábios, pois não mais pertenciam

A mim. Cansei de sonhar com as suas luxúrias

Não se esqueça, que alguém vai me amar, como você

Não me amou, nem me amará, por sempre se apaixonar

Por alguém que está na rua

A passar, bem longe, talvez naquela ilha.

 

P.S.: só pra terminar... "E cedo demais, eu aprendi a ter tudo o que sempre quis, só não aprendi a perder. E eu que tive um começo feliz, do resto não sei dizer."

Me desculpe, não quero te perder, só não sei se quero encontrar

Tenho medo de sofrer, mas ainda sei o que é amar



- Postado por: Estela às 17h44
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