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Na falta de fermento acético na cavida gastrointestinal, tudo aquilo que poderia ser repelido pelo odor desagradavel que de mim era exalado, preferi abrir os olhos e ver, através das camadas que todos temos, sobrepostas por pesadas doses daquilo que enfraquece o homem que já se encontra de joelhos, sem esperanças.

De joelhos pedimos perdão a Deus, Deus ao qual que eu imaginava quando criança ser um senhor caucasiano, preconceito este imposto pela sociedade sem instrução, sem amor. Deus este que quis perguntar, daquilo que ele não me falou, daquilo que não conheço e que nignuém me explicou, daquilo que sinto e comprovo a cada dia, na fé.

Da fé, esta que confia, que ama, que espera. Fé esta que torna tudo uma consequencia do amor, amor este que acredita, cuida, se renova a cada dia, como a brisa que nos toca a face, que nunca são as mesmas, sempre trazendo os mais diversos sentimentos, em dias de dualidades expressas tão explicitamente.

Lembrando de amor, sigo meus pensamentos e me encontro novamente com Deus, Deus que está em todo lugar, mas nem sempre o sinto, é sempre mais cômodo seguir o caminho mais fácil, é sempre mais fácil fugir dele, é sempre mais fácil fugir de nós, adocicando os lábios com o fel amargo, aquilo que o estomago rejeita e o sangue transporta até as sinapses cerebrais. Estas que cada vez mais ficam mais demoradas nos levam aos mais imundos sentimentos, nostalgicos, martirizantes, deprimentes.

Encontrando-me neste estado vejo alguém ao lado, alguém que não vê, alguém que não quer ver, alguém que foge. Mas ao outro lado (lado este que não vemos, por falta de criatividade e até mesmo de amor proprio) encontro um outro alguém, alguém este que há muito tempo em meu peito havia um espaço aberto, lugar que é preenchido aos poucos, com a sinceridade, a cumplicidade. Novamente me encontro com Deus.

A passos tropegos eu sigo meu caminho, choro, grito, calo, levanto.

Não mais tenho o que aqui falar, aqueles que tiverem olhos para ver, não falo apenas enxergar, falo ver, ver que não depende de um pedido de ajuda, mas depende da atenção, da compreensão, do amor. Que vejam, a alma humana despida, alma esta minha, da imortalidade do espírito.

Para finalizar, colocarei aqui uns versos, indiscretos, singelos, singulares.

Saudades de todos, até daqueles que não me lembro, até daqueles que ainda não conheci. Um abraço.

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Os olhos umbralinos que da face branca choram

Dores passadas, presentes, que de tristezas adornam

A alma triste e fraca que do meu lado se acomoda

A criança que se cala, enquanto ainda sofre o abondono

 

Nesses momentos de falta da lucidez

Minhas mãos de nada se alimentam

De nada se preenchem, do vazio que aumenta

Na melancolia de embriaguez

 

As águas da praia não me tocam

De medo eu me afasto, me aproximo de um colo

De amor eu revisto o sentimento inato

Do homem, a fé, que a todos consolam, mesmo os desconsolados



- Postado por: Estela às 21h08
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Mas tem sempre algo mais, seja como for.

É isso, depois de muito tempo vc descobre que vc é nada. é nada escritor, é nada humano, é nada bom, é simplesmente nada. Levando-se em conta que o nada não existe, então vc não existe, mas vc pensa, então logo, vc existe, ou será que fingimos existir?

A verdade é que nada me sinto bem, nada não existe, então não existe a melancolia, quem sabe a nostalgia, mas se vc sente, elas existem. Ou fingimos sentir?Seria uma grande mentirosa fingir essa tristeza que agora me assola os mais profundos ou quem sabe banais sentimentos.

Outro fator a ser aqui abordado é que acredito nãos er mais detentora de nenhuma capacidade reflexiva, ou apenas sentimetal, para expor meu sentimentos, perdi minha habilidade de escrever, ou talvez simplesmente eu nunca tive, nunca escrevi e a única coisa que me resta é esse enorme vazio que aqui fica em meu peito, preenchido pelo nada... (nada?)

Sei que aqui nada devo dizer

Sei que me sente com as palavras

Mas elas de mim se separaram

Nada mais entre elas e eu

Nada entre eu e elas

E eu fico aqui a pensar

Se fico, se vou, se continuo ou paro, atrás

Da arvore e choro para não mais amar

Se olho para o céu e me ajoelho

Se olho para o homem morto e rastejo

Não me pergunte o que eu tenho

Se nem mesmo eu as respostas entendo.

Não sei o que dizer a vcs, mas talvez estes textos não mais aqui estarão pois por mim eles morreram, em vão. A todos minhas sinceras desculpas. Mas não masi do que eu, vcs sentirao esse enorme abismo que me separa daquilo que um dia acreditei consagrar, talvez quem sabe o céu estivesse próximo demais e os meus dedos numa ilusao senti as estrelas tocar.

Acredito ser um dos piores mortais... por que nao eu?



- Postado por: Estela às 00h43
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Polêmico, eu sei. Dê a sua opinião.

Um poeta em seus versos com melodia disse:

 

"... é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há..." 

 

Nestes dias que nos remete a um inverno, melancólico, reflexivo e até distante, nada diferente do habitual, estou eu a pensar.

 

Pergunto-me inicialmente como vivem aqueles que não amam. Logo, penso que ninguém pode viver sem amar, seria como viver sem ter o sol para o fotossíntese e todo uma cadeia alimentar se comprometeria, pela falta da fonte de vida.

Novamente retorno aos pensamentos iniciais e vejo que o problema da humanidade é justamente isso: a falta de amor.

A falta de amor de uma única pessoa compromete a toda uma população global. O poder de destruição que o homem alcançou através da tecnologia, erroneamente utilizada, pode em minutos fazer todo o mundo simplesmente desaparecer.Por rancor, por desavenças de idéias.

Falando de mundo, estava eu lendo ‘Anjos e demônios” e estudando as teorias de origem da vida.

Em meados do século 20, os cientistas se dividiam em duas teorias a da abiogênese e a biogênese. A primeira defendia que a matéria bruta era capaz de originar vidas, exemplo: se você colocasse carne em putrefação exposta, ao ar livre, ali nasceriam moscas. Já a segunda completamente adversa à primeira, expunha que a vida só seria capaz de surgir através da reprodução. Pergunto-me em qual a Santa Igreja se posicionava. Penso eu que na abiogênese já que o sexo é pecado (as célula tronco também). Será que aqueles padres que abusam de crianças querem só a reprodução? Será que eles são pecadores ou não? Porque ele pode e outros não?

Tento aqui não expor de totalmente a minha indignação perante a sociedade omissa, ou simplesmente egoísta.

Mas voltando as teorias de origem da vida. Atualmente é aceita a teoria da biogênese. Porém a Bíblia, livro que para muitos é isento de erros, sabendo-se que ali existem as mãos de homens que tem o direito de errar, porém na parte da gênese fica explícito que Deus criou o universo a partir do nada. E como fica? Será que não deveríamos nos prender a abiogênese?

“Ah! Mais e o big - bang?” Vamos a teoria do Big Bang. Um núcleo de absurda densidade explode, incomporável, nenhuma ogiva de maior poder de destruição assemelha-se a explosão daquela pequena molécula. O núcleo veio da onde? Do nada, pela Bíblia. Então, viva a abiogênese! Mais uma vez a sociedade alienada diz amém, para as missas não mais em latim, mas agora em debates científicos, com a palavra de Deus pelo intermédio de um padre que abusa de crianças.

Cientistas jogados na fogueira hoje são lembrados. Mulheres consideradas bruxas, hoje são beatificadas.

E se você não tem fé, para ser forte e continuar lutando, ou você se desespera ou você se cala. Se você não amar a Deus, não amar o irmão e a si mesmo, principalmente, você se esquecera que o mundo poderá ser todo influenciado, por essa falta de amor. Amor que crê, fé que questiona, fé raciocinada, o bem praticado e um mundo sem aquele que não ama, um mundo vivo e uma população mundial livre do rancor, do ódio, da ignorância, o amor humanizado.

 



- Postado por: Estela às 20h34
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Não é o melhor... mas está valendo!

*Depois de um longo longo tempo. Desculpa aqueles que aqui procuram ler ou quem sabe entender as minhas palavras, estava sem o computador... falando nisso, lançarei agora uma de minhas teorias:

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E DIZEM QUE OS SISTEMAS INFORMATIZADOS, OU ROBOTIZADOS NÃO DOMINAM O HOMEM...

Hoje, a enormidade de filmes que expoem uma visão, ainda que errônea do mundo informatizado de hoje, que as máquinas algum dia no futuro dominarão o homem ainda não parou pra analisar que o futuro deles é o nosso presente.

Se você está na frente do seu computador... calma aí! O computador hoje tornou-se essencial para a massa incluída nessa nova tribo global. Você depende do computador para trabalhar, se divertir, se instruir e quem sabe algo mais para aqueles que estao um longo período sem os apegos e instintos terrenos! Tudo é o computador! Experimente ficar um ano sem computador! Para muitos é a mesma coisa que ficar sem sexo... na sabedoria popular: IMPOSSÍVEL! É engraçado quem tem quer ter um melhor, que não tem quer ter.

Você consegue trabalhar sem o computador? Não (direta ou indiretamente, largue de ser orgulhoso e assuma). Consegue aprender, se informar e descontrair sem o computador? Também não!

Ele nos domina, como um doce a uma criança. Ou melhor, a época que o doce convencia uma criança já passou, agora é... COMPUTADOR! Máquinas... máquinas e mais máquinas!

Eu por exemplo. Poderia publicar meus textos em um folheto, não, isso é do José de Alencar. Poderia escrever a mão, nossa não tneho lá esses acervos, mas todos a mão, como dizem: nem morta! Poderia eu enviar-lhes uma carta social com os mais íntimos dos pensamentos e após alguns meses uma pomba apareceria a minha janela enviando-me suas respostas. Que demora! Mas hoje temos o PC.

Já viu alguém ficar viciado em máquina de escrever? Em calculadora? E em uma caixa registradora? Não né? Mas sabe que existem centenas viciados em computadores. Jovens que se matam e matam os outros, segundo os estudiosos, por jogos que incitam a violência.

E ainda dizem que não vivemos em MATRIX...

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- Postado por: Estela às 18h23
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Amor é um sentimento efêmero?

Pelo dicionário globo,

Amor, s.m. Afeição profunda de uma pessoa a outra de sexo diferente; objeto dessa afeição; conjunto de fenômenos cerebrais e afetivos que constituem o instinto sexual; grande amizade; afeição a coisas: amor ao dinheiro; sensualidade; cópula; ambição; culto, veneração; compaixão; caridade; amor platônico: intensa afeição entre pessoas que sexo diferente, desligada de interesses ou gozos materiais.

Efêmero, adj. Que dura um só dia, de curta duração; transitório; passageiro.

Por muito me esquecia do dicionário, tão dito popularmente como “pai dos burros”. Porém hoje prefiro ser desprovida de qualquer tipo de inteligência lingüística e gramatical, do que a perder a minha idealização e vivência sobre o amor.

Julguei um indivíduo por propagar a efemeridade do amor, pois talvez ele não tenha passado por essas sinapses, estes estímulos contínuos cerebrais, gerando a taquicardia e quem sabe a asfixia. Mas hoje não o julgo como causa e sim como efeito. Conseqüência de uma carência das palavras para traduzir o mais nobre sentimentos que o homem teve contanto, antes mesmo da razão, antes mesmo das datas, dos números e  lógicas. O homem primeiro sentiu Deus, depois, e até hoje, ainda vive, essas tentativas perdidas direcionadas a explicação de Deus “inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”.

Como se pode dizer que o amor é uma cópula? São veiculados quase que diariamente as idéias sobre o sexo sem amor. Sexo é instinto, amor é supremo. Como se pode dizer que ao amar, torna-se objeto? Desde quando o homem é ser abiótico? Se quando amamos sentimos uma vida mais completa e repleta. Como se pode dizer que o amor é um sentimento digno só de sexos diferentes, não posso amar a minha mãe, seio, com o  ventre que a mim gerou e me alimentou, até hoje com o seu amor?

Não o creio que os tão mais sábios não sabem o que é amar. Como alguém tem a prepotência de caracterizar um sentimento e nem é fiel a tal?

Vulgarizem-se então a leituras machadianas, romancistas, tornam-se banais tudo o que foi sentido e julgado, pois já não vale mais o que é amar, se o amor é resumido a “cópula” então os animais de todos os outros filos e classes amam e nada mais nos diferencia, pois amar já é algo banal.

O amor é pelo menos imortal, ainda não me acho capaz de torna-lo eterno, mas ao menos imortal. A paixão sim é efêmera e é justamente ela que move o sentimento sobre o meio material, não o amor. A paixão é o sentimento mais mesquinho que se pode sentir, a paixão é que promove as guerras, as discórdias, o fanatismo, o apego. Não o amor. Caso seja assim, acho que minhas conversas com Deus ao dormir, pedindo paz, pedindo que ilumine o próximo, que me ajude a ser melhor foram em vão, pois o que seriam senão o amor?

Se o amor é isso, então liberem estes hormônios presos as glândulas e soltem ao rubro do sangue. Liberem sua ira, matem o próximo, façam promiscuidades e seus atos os levarão a Deus. Não é o amor que nos guia rumo ao Pai?

Joguem ao vento os ensinamentos cristãos e esqueçam de “amar uns aos outros”, pois Jesus, filho de Deus, irmão que nos governa, errou, ele não amou seus irmãos de existência, porque amor é efêmero, e o sentimento de Jesus é eterno.

Aqui não lanço as palavras sem um misto de indignação e vontade de a tudo esclarecer com o pouco que me resta, apenas as palavras e os sentimentos, aqui coloco uma resposta à aqueles que a tudo se perguntam e a nada te respondam, pois não sou detentora da Verdade superior, mas sei que o amor que sinto não é este que pelo mundo a fora se propagam. Acho que não sou daqui...

 



- Postado por: Estela às 13h45
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Um dia de chuva, um dia de sol

"Só que este ano o verão acabou, cedo demais..."

É mais ou menos assim que estou me sentindo, no final da tarde sempre fica um pouco mais frio e quase durante todo o dia estou bem, feliz, mas não sei escolher o que é melhor pra mim.

Alguém lá na frente está sabendo de tanta coisa, sempre haverá alguém que estudará mais do que eu, que saberá mais do que eu sobre um assunto, que será mais bonito, mais feliz, mais confiante ou quem sabe tudo isso junto? E como vou saber que alguém me amará, sendo eu ainda tão "pequena"? Não sou tão bonita, não sou a mais inteligente, não sou a mais confiante, não sei dançar tão bem eu apenas sou eu. Amo mutio todos os meus amigos, amo muito a minha família, amo pessoas especiais que estiveram  e estão comigo (amo você...)

Fiz um poema, ele não quer dizer tudo, não falará sobre tudo, algumas coisas podem ser relevadas, outras no entetanto são ficcionais. Um forte abraço a todos, agradeço todo o carinho, mas é que ultimamente tenho falado muito disso: me sinto uma sardinha no oceano (péssimo eu sei... mas é assim msm...hehe). Ah! Queria fazer uma música desse poema, porém como todos sabem o que sei é praticamente nada de violão.

Abaixo dos meus pés o asfalto negro domina

A noite é um silêncio e aquele velho medo ainda dormita

Meu coração bate tão rápido, ainda vejo você partir

Lembro daquele dia na nossa casa, doce bem – te –vi

Apareceu pela manhã, mal conseguia voar

Suas asas maltratadas me lembravam do meu coração de além mar

Você saiu e me deixou, num silêncio sem igual

Você saiu e esqueceu, a sua roupa no varal

Que não estava molhada, quando você vai voltar?

Não me deixe esperando até tarde, já coloquei a mesa do jantar

E há dois pratos na mesa, a sopa já vai esfriar

Quando é que você não mais me quis

Quando foi que fui tão ruim para ficar junto de ti

Quem machuca esquece, mas e o ferido magoado que não

Esqueceu, porque agora você sabe quando dói

Porém não sei se ainda te dói, o que nada me aconteceu

Ainda não sei se você se lembra do dia que tanto sofri

Do dia que me enojei de seus lábios, pois não mais pertenciam

A mim. Cansei de sonhar com as suas luxúrias

Não se esqueça, que alguém vai me amar, como você

Não me amou, nem me amará, por sempre se apaixonar

Por alguém que está na rua

A passar, bem longe, talvez naquela ilha.

 

P.S.: só pra terminar... "E cedo demais, eu aprendi a ter tudo o que sempre quis, só não aprendi a perder. E eu que tive um começo feliz, do resto não sei dizer."

Me desculpe, não quero te perder, só não sei se quero encontrar

Tenho medo de sofrer, mas ainda sei o que é amar



- Postado por: Estela às 17h44
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*Queria muito agradecer a homenagem que a Liza fez no flog dela. Liza ,sei que não é nem metade do que vc fez por mim, mas vc me inspirou a escrever hoje...hehe e quero te dizer que muito te admiro e amo. Sua presença me faz feliz e sua amizade me leva a um sentimento que não encontrei as palavras para descreve-la, simplesmente é o sentimento mais belo que DEUS pode nos fazer sentir.

Acordei cedo, os cabelos desgrenhados, quem sabe até os olhos inchados, mas a certeza de que um belo dia estava por começar. Levantei-me aos poucos, tirando o grosso cobertor que me aqueceu, não mais do que os sentimentos tão sublimes guardados em meu coração. Os pés tocaram o chão gélido, o dia amanhecera nublado, porém o sol já começava a mostrar sua grandeza. Aos pouco despi-me e me olhei no espelho, já não era criança, mas também não me sentia um dos seres mais experientes.

...

Quanto tempo e passara? Estava eu ali a me observar no espelho, acabei perdendo a noção do tempo. Já se ouvia chamados de atraso e eu ainda nem tinha me vestido. Novamente olhei meu rosto no espelho e vi alguns sinais de desgaste. Algumas marcas que representavam as mais belas lições já vividas. O tempo passara tão rápido, mesmo sabendo que eu o tinha vivido da melhor forma, se fosse há alguns anos não me reconheceria.

Em poucos minutos me vesti. Desci as escadas, peguei a pasta de trabalho. Ao chegar na porta vi um dia ensolarado, que antes nublado fizera o orvalho que umedecera as folhas.

Ao chegar no consultório alguém já me esperava. A secretária já sabia como era todo o funcionamento. Entrei na sala, arrumei alguns objetos que estavam fora do lugar e convidei que entrasse.

...

- Não sei o que me acontece. Sinto as vezes que meu coração vai explodir de tamanho sentimento que me abala. Quase sempre é algo tão superior que não sei lhe descrever, em alguns momentos é um sentimento de culpa, de solidão como se me recordasse de algum lugar, de algum povo que ainda não o vi. As palavras me auxiliam. Escrevo, sabe? Não é muita coisa, mas escrevo, acho que todo jovem é assim, mas não sou igual a todo mundo. Está vendo como sou confusa? Estou feliz, mas não sei porque estou aqui.

Eu a observava, como se visse em minhas recordações aquela mesma angústia, tão jovem e tantos questionamentos. Ainda falava, como falava! E eu a ouvia, sem ela saber que tudo aquilo me era muito familiar. Precisava falar-lhe alguma coisa, afinal de contas ela me buscara para ter conselhos.

- Tudo isso é muito comum na sua idade, as pessoas vão perdendo essa ânsia por respostas com o tempo, o que é um erro. É necessário que se busque o conhecimento se busque respostas e estas só vem através de perguntas.

- Eu sei de tudo isso. A Doutrina que estudo me explica e me leva a encontrar minhas próprias respostas, estas sempre ligadas a uma Verdade superior. Mas me sinto tão diferente de todos. Porque escrevo? Porque possuo isso, porque gosto de observar as pessoas e criar uma possível pessoa que ela possam ser. Porque sempre me pergunto sobre tanta coisa? Porque?Porque não me esqueço dos momentos tristes que vivi? Porque sempre quero que as pessoas se sintam bem comigo? Porque sempre sonho com coisas que me lembro? Porque posso sentir coisas que ninguém senti?

- Você já se perguntou se você não tem uma missão maior do que consegue ver agora?

-Eu?! A fala sério, sou tão pequena. Sinto-me um peixinho no oceano. Sinto-me vazia e as vezes me sinto... Completa, mesmo que ainda me falte um pedaço, como se alguém ainda viesse, para me tornar mais completa. Não o sei... Esta noite tive um sonho, me via criança de novo, e me via adulta, me via jovem novamente. E alguém me falava que muitos anos já tinham se passado e eu continuava a mesma, como se minha aparência fosse a dessa jovem que aqui agora você vê.

- E parou pra pensar na possível mensagem que ele lhe veio trazer?

- Na verdade não.  Até mesmo porque eu era muito parecida com você no sonho. Isso, era como se você fosse eu, só que mais velha, você me falava das respostas que eu sempre busquei, como se eu me encontrasse, no futuro.

Eu ali na sala do meu consultório me transportei a minha vida. Um boa profissional, sempre buscando o melhor para pessoas, tentando auxilia-las, querendo fazer a diferença na vida delas, mesmo sabendo que muitas não se recordariam de mim. Eu sempre me sentindo sozinha, algumas vezes perdida, com a sensação de que aqui não é o meu lugar, que o que busco nas pessoas, estão nas outras que deixei em algum lugar. Optei por um curso, tentando entender, entender os outros, mas acabei me entendo. Trabalhava, tentava melhorar, evoluir, sabia o que ela sentia, porque senti, porque sofri e porque vivi. Hoe vejo que estava penas me preparando e que aquela perguntas eram o começo de um grande trabalho, não este remunerado, mas um já há mutio tempo desenvolvido, tanto que eu já nao estava mais aqui.

...

Minha mãe me chamava, estava atrasada, precisava vestir o uniforme, ela já havia preparado a merendeira. Sonhei algo estranho. Me olhei no espelho e me vi jovem, me olhei novamente e me vi adulta, o que acontecera? Ainda vestia um uniforme infantil e algumas presilhas coloridas enfeitavam meus cabelos castanhos. No sonho alguém me avisava que eu tinha um grande trabalho, mas a verdade é que sempre me senti diferente. As crianças pensam em ficar no parque, eu me pergunto o que acontece fora dele? Elas brincam e eu penso o que elas são. Elas se olham e eu olho para o céu, tentando imaginar um pouquinho do infinito que ele é. Tento imaginar o que é Deus, o que sou eu, o que é tudo isso.



- Postado por: Estela às 22h25
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*Uma pena que o título nao aparece, mas hoje abrirei um espaço para comenta-lo e divulga-lo.

CARPE DIEM

O que faz tanta o Movimento Barroco tão pessimista? CARPE DIEM.

O que faz o Arcadismo ser tão bucólico e tranquilo? CARPE DIEM também.

Paradoxo não? Mas é a mais pura das verdades. Movimentos consecutivos, o segundo sempre tentando fugir dos traços literários do primeiro, mesmo ainda existindo alguns apegos, espelhando movimentos futuros e mostrando o quanto as coisas são iguais e ao mesmo tempo diferentes. Parece-lhe confuso?

Mas pela física um objeto pode estar em repouso ou em movimento, isso é definido apenas por uma coisinha que chamamos carinhosamente de REFERENCIAL!

E quanto a História, porque movimentos que eram bons foram tão temidos por tantas pessoas? O que o faz ser visto de uma forma tão dual, porém muitas vezes tão óbvia?

Abra os olhos para química e veja que um mesmo elemento pode ter alotropia, o carbono: o que faz o diamente ser tão valioso e o grafite custar menos de dois reais?

São tantas as matérias da vida que esqueci do principal objetivo deste post. Se isto te incomodar, os meus devaneios, nao se sinta na obrigação de ler, a teclas com um X marcado no canto da sua tela existem para isso.

NOVAMENTE: CARPE DIEM!

Isso nao é apenas um perfume. Aproveite o seu dia! LIGA-SE A NATUREZA (ARCADISMO) OU SIMPLESMENTE DEIXE-SE LEVAR POR ESSA VIDA CARNAL JÁ QUE VC ESTÁ FADADO A DESGRAÇA (BARROCO).

Se as pessoas pudessem gastar dois minutos de seu tempo e simplesmente aprovieta-lo não teríamos os romantistas, nem tão pouco os simbolostas. Na verdade, não teríamos pessoas como eu, perdendo estes dois minutos para escrever e leva-los estas idéias tão dicotomicas, porém tão sinceras, de uma alma experiente, ams de um coração tão jovem.

Termino meu post, mas por favor não se esqueça:

CADA LINHA DESTES VERSOS

AVISA-TE DAQUILO QUE É INCERTO                                 

RUMO AO DESCONHECIDO QUE TANTOS DIZEM SABER

PARA TÃO LOGO AS MINHAS PALAVRAS, ESPERO

ENQUANTO VC PARTE, NAO AS ESQUECER

DIGO-TE APENAS O QUE SINTO

IMPRESSIONA-TE ESSES VERSOS TÃO FAMINTOS

E SEDENTOS POR CONHECIMENTOS

MAIS TARDE, QUEM SABE, EU APRENDO

 



- Postado por: Estela às 17h42
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Metade

"Eu perco o chão, eu nao acho as palavras, eu ando tão triste, eu ando pela sala, eu perco a hora, eu chego no fim, eu deixo a porta aberta, eu nao moro mais em mim. Eu perco as chaves de casa, eu perco o freio, estou em milhares de carros, eu estou ao meio, onde será que vc está agora?"

Ontem eu estava em um restaurante e ouvi essa música, recordei-me bem ao longe os dias que eu a ouvia ainda em fita. Pensei em momentos passados, pensei em coisas que na verdade nem me lembrei. As coisas tem andado tão diferentes desde ontem... ou talvez continuam as mesmas. Nada aconteceu, nada mudou do que senti, talvez eu ainda continuo sentindo aquele mesmo vazio.

Hoje vou passar a tarde com várias outras pessoas, mas será que isso satisfaz? Será que as vezes não é necessario se ter alguem especial, mesmo que longe para lhe ocupar um vazio? Ou será que alguém que semrpe esteve perto pode lhe ocupar aquele buraco sem fazer mais estragos. Ou será que vc ainda quer aquela mesma pessoa perto de vc sem te fazer chorar de novo?

Começando algo novo eu me sinto mais animada, mas será que esse animo nao se esgotará por obstaculos? Ou será que me consolidarei com as minhas palavras, tendo pelo menos um leitor... tendo pelo menos um que sinta o que sinto em algum ponto distante.

A NOITE VEIO E TE LEVOU JUNTO COM ELA, O DIA AMANHECEU E EU AINDA FIQUEI TE ESPERANDO NA JANELA

Não sei muito o que escrever, estou muito confusa e na verdade nem sei se esses pensamentos sao meus. Melhor terminar minha manha por aqui.



- Postado por: Estela às 11h02
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